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sexta-feira, novembro 12, 2010

Razão de Viver

"Eu não tenho casa
Eu não tenho pão
Tô vendendo as asas
Que possuo
Por não ter nada mais
Vez em quando um leite, vez um feijão
Quem jamais ganhou presente de Natal?
Eu não tenho chão
Só tenho grão de esperança
Deixa pra lá Ha quem tem por nós Eu não tenho casa (nada)"


Sei lá! A esperança desenhada nos olhos da garota
 O olhar que pede atenção, prende meus pensamentos.
Parar no tempo, esperar que a tempestade passe....
Não sei se devo, não sei se posso.

Reflito constantemente sobre o "ar" que toma o meu peito, parece um desenho sem rascunho.
Parece mesmo uma tempestade que nunca cessa, parece mesmo um hospício.
Estou dominada por coisas estranhas, não sou eu que digito estas palavras, não pode ser eu.

Uma guerreira sem armas, sem forças.... Pobre coração... Pobre coração!
Que estúpida barreira é esta? Não sou esgoto sem saída, sou rato, sou fogo, sou trovão.
Meu Deus, afasta de mim este cálice., cale-seeeeeeeeeeeeeeeee.

                                                                                Nathaly Pitágoras
                                                                                     13/11/2010 - 00:33 h

quarta-feira, março 03, 2010

Vida: Uma frequência de insanidades desnutridas



Provocações instantâneas fomentadas pela insanidade da vida

o bêbado rodando pelas ruas da cidade

Procura o filho perdido, a mulher traída, o amigo omisso

Casos perdidos no rodar da vida, desnutridos de sentimentos.


Não sabemos quando iremos precisar beber rios de sangue

O sofrimento não é opcional, e sim moldado por gestos e palavras, atos e omissões;

A culpa é toda nossa, o mundo não olha para si

Em cada canto da casa existe um refletor, a poeira escondida pode ser vista...


Não sou um ser humano normal, sei que não sou.

Costumo apreciar os meus limites cerebrais:

Viajo, sonho, invento... Vejo rachaduras significativas no arranha - céu.

O que vocês consideram normal? Pacto de suicídio, balas ao vento, ganância?

Sei lá... Não acredito na teoria do "relativo", nada é relativo, tudo pode ser evitado.



E as provocações? Pobres coitados são os que ajudam só na necessidade

Prevenir é o vocábulo. Doenças, crises, mortes... O corpo estirado no chão...

Todos lamentam, inclusive eu. Cadê meu equilíbrio emocional?

Meu Deus, preciso encontrá-lo antes que mais provocações surjam.



                                                                                            Nathy Pitagórica.

                                                                                       03 de Fevereiro de 2010.