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quinta-feira, junho 02, 2011

Problema d’alma



O descaso humano é ato inconsequente.
 Quando pequenos, somo coagidos a praticar certas coisas:
Talvez por não conhecermos o mundo como ele verdadeiramente é. Talvez por sermos massa de modelar.
E os adultos? Será que também são dominados pelo instinto infantil?

Uma pergunta que me fiz hoje logo cedo.
Sabemos que temos obrigações, porque não executá-las?
O espírito sonhador e preguiçoso domina alguns adultos...
Pessoas carregadas de passado... Uma infância mal resolvida
O tempo passou, o mundo rodou, mas o pensamento ficou.

Sabe aquela traquinagem traumática, uma tapa mal dada?
Se olharmos bem, a criança é um disfarce, um pré- operatório da alma.
Ora... Vocês precisam concordar comigo... Adulto mal resolvido é um problema!
Precisamos lutar contra isso! Digam sim a liberdade d'alma... Digam sim a infância perdida!

 

sexta-feira, novembro 12, 2010

Razão de Viver

"Eu não tenho casa
Eu não tenho pão
Tô vendendo as asas
Que possuo
Por não ter nada mais
Vez em quando um leite, vez um feijão
Quem jamais ganhou presente de Natal?
Eu não tenho chão
Só tenho grão de esperança
Deixa pra lá Ha quem tem por nós Eu não tenho casa (nada)"


Sei lá! A esperança desenhada nos olhos da garota
 O olhar que pede atenção, prende meus pensamentos.
Parar no tempo, esperar que a tempestade passe....
Não sei se devo, não sei se posso.

Reflito constantemente sobre o "ar" que toma o meu peito, parece um desenho sem rascunho.
Parece mesmo uma tempestade que nunca cessa, parece mesmo um hospício.
Estou dominada por coisas estranhas, não sou eu que digito estas palavras, não pode ser eu.

Uma guerreira sem armas, sem forças.... Pobre coração... Pobre coração!
Que estúpida barreira é esta? Não sou esgoto sem saída, sou rato, sou fogo, sou trovão.
Meu Deus, afasta de mim este cálice., cale-seeeeeeeeeeeeeeeee.

                                                                                Nathaly Pitágoras
                                                                                     13/11/2010 - 00:33 h

quarta-feira, março 03, 2010

Vida: Uma frequência de insanidades desnutridas



Provocações instantâneas fomentadas pela insanidade da vida

o bêbado rodando pelas ruas da cidade

Procura o filho perdido, a mulher traída, o amigo omisso

Casos perdidos no rodar da vida, desnutridos de sentimentos.


Não sabemos quando iremos precisar beber rios de sangue

O sofrimento não é opcional, e sim moldado por gestos e palavras, atos e omissões;

A culpa é toda nossa, o mundo não olha para si

Em cada canto da casa existe um refletor, a poeira escondida pode ser vista...


Não sou um ser humano normal, sei que não sou.

Costumo apreciar os meus limites cerebrais:

Viajo, sonho, invento... Vejo rachaduras significativas no arranha - céu.

O que vocês consideram normal? Pacto de suicídio, balas ao vento, ganância?

Sei lá... Não acredito na teoria do "relativo", nada é relativo, tudo pode ser evitado.



E as provocações? Pobres coitados são os que ajudam só na necessidade

Prevenir é o vocábulo. Doenças, crises, mortes... O corpo estirado no chão...

Todos lamentam, inclusive eu. Cadê meu equilíbrio emocional?

Meu Deus, preciso encontrá-lo antes que mais provocações surjam.



                                                                                            Nathy Pitagórica.

                                                                                       03 de Fevereiro de 2010.

sábado, janeiro 13, 2007

Um Risco Necessário


Hoje aqui, amanhã não sei,

Essa condição de vida permite falar o que eu não quero.

Na esquina do inferno humano, o perigo,

Na esquina onde encontramos as almas dos justos, um risco.


Na ponderação dos mais ordinários pensamentos

Encontro um fugitivo olhar, banido pela ação humana.

Uma boca paulada pela anormalidade,

Uma boca que não pode falar, muito menos proferir em voz alta...


Estar exposto ao sol que queima,

Mostrar o ápice dos sentimentos,

Amar incondicionalmente,

Arriscar a natureza criada por Deus.


Riscos constantes, vida insana:

Um profeta prediz o futuro,

O menino foge do absurdo,

Ser humano, riscos involuntários...


Nathaly Pitágoras

13/01/2007

19:02

Pensamentos absurdos


Encontro o absurdo do pensamento
Encontro o sorridente movimento.
Desfruto a imagem que se refaz:
Desnuda, sorumbática e fugaz.

A beleza que vejo não me seduz:
O interior da minha mente confuso,
Meus dias quase perdidos, uma incompreensão,
Mudanças que afastam o futuro promissor.

Talvez esteja no ápice da loucura,
Vejo-me praticando desatinos infortunados,
Buscando a fase incoerente da vida,
Vejo-me entregue ao passado... O passado que me rodeia.

Abstrair meu mundo, abstrair o confuso,
Toda hora a expressão “meu mundo” me vem à mente,
“Meu mundo”, “meu mundo”, chega de abstração,
Agora vivo o real, agora vivo no "meu mundo real"...

Nathaly Pitágoras
13/01/2007
18:30

quarta-feira, janeiro 10, 2007

Solilóquio Interior


Em certos momentos de pura distração,

Em certos momentos de exatidão

Buscas incessantes e insanas se proliferam

No caminho chamado de SOLIDÃO...


Considero esse vazio uma levíssima embriaguez:

Daquelas que nos deixam bambos, trêmulos.

Bêbada com os acontecimentos, bêbada pelos que foram,

Nesses momentos de embriaguez desencontro minha alma.


Às vezes esqueço de pensar no que não quero

Às vezes deparo-me com balas perdidas,

Não de qualquer arma, balas de uma metralhadora...

É ... Arma não pensa e sim feri, destrói, humilha, mas não pensa.


Por isso me pego aqui pensando, escrevendo,

Transformando um pouco esse solilóquio.

Minha vida é como uma névoa de poeira:

Ela vem de repente, suja o ar e depois vai embora, sutilmente.

Nathaly Pitágoras

10/01/2007

18:00 hs

domingo, novembro 12, 2006

" Trepadeiras"


Não sei nem como começar, mas acredito que estarei liberada de explicações profundas sobre o assunto. Partindo das hipotéticas situações vividas por seres que se dizem inteligentes cheguei à conclusão que não passamos de simples “máquinas” pulsantes, fragmentos de rochas, concentrações de anormalidades, árvores trepadeiras.Loucura minha? Não, não mesmo. A razão me veio à tona no momento em que a completude de pensamentos e sentimentos chegou até mim. Enxergo nitidamente uma rede de dependência emocional, pessoas “pongadas” umas nas outras, o mundo não se move ele é empurrado por esse aglomerado humano. E o pior de tudo são os olhares, numa tarde dessas, daquelas que acordamos aéreos, viajando nos pensamentos, eu descobri que tinha uma missão a ser cumprida, não que me obrigassem, simplesmente foi à necessidade de potencializar meus dias. Observar olhares, essa era minha missão, descobri atrocidades nos olhares, uns roubando outros pedindo...Enfim os olhares dizem realmente muita coisa. Fiquei abismada em saber que até utilizando a visão às pessoas “pongam” uma nas outras. Pronto, ali foi a premissa para a minha “Teoria das árvores trepadeiras”, não sei se conseguirei atingir os mais próximos, mas o fato é grave. No Brasil, por exemplo, temos as “trepadeiras” no cenário político, na mídia, são tantas, tantas trepadeiras... Acho que cada um, aqueles que se dizem independentes, maduros, tinha que tirar um dia para podar seus galhos evitando um futuro congestionamento arbóreo.

quinta-feira, outubro 26, 2006

Pensamentos Banais


Por não poder caminhar sozinha,

Por não poder descobrir o mundo,

Estou vagando nos pensamentos

Estou vagando nos sentimentos.


Cama sem colchão, cadeira sem perna,

Consolo matutino, menino sem juízo.

Brilho fosco, leite desnatado,

Amiga ausente, amor desnaturado.


Sou família, sou amor.

Sou menina sem pudor.

Amiga, companheira...

Uma amizade verdadeira.


Por que duvido? Por que duvido?

Olhos não mentem, olhos sentem...

Mistura completa, censura indiscreta;

Sorriso singelo, amor sem apelo.


Uma paixão ou será ilusão?

Não importa o hipotético

Não importa o futuro

Afinal, você é meu rumo!

Nathaly Pitágoras

26/10/2006