Postagens populares

domingo, novembro 12, 2006

" Trepadeiras"


Não sei nem como começar, mas acredito que estarei liberada de explicações profundas sobre o assunto. Partindo das hipotéticas situações vividas por seres que se dizem inteligentes cheguei à conclusão que não passamos de simples “máquinas” pulsantes, fragmentos de rochas, concentrações de anormalidades, árvores trepadeiras.Loucura minha? Não, não mesmo. A razão me veio à tona no momento em que a completude de pensamentos e sentimentos chegou até mim. Enxergo nitidamente uma rede de dependência emocional, pessoas “pongadas” umas nas outras, o mundo não se move ele é empurrado por esse aglomerado humano. E o pior de tudo são os olhares, numa tarde dessas, daquelas que acordamos aéreos, viajando nos pensamentos, eu descobri que tinha uma missão a ser cumprida, não que me obrigassem, simplesmente foi à necessidade de potencializar meus dias. Observar olhares, essa era minha missão, descobri atrocidades nos olhares, uns roubando outros pedindo...Enfim os olhares dizem realmente muita coisa. Fiquei abismada em saber que até utilizando a visão às pessoas “pongam” uma nas outras. Pronto, ali foi a premissa para a minha “Teoria das árvores trepadeiras”, não sei se conseguirei atingir os mais próximos, mas o fato é grave. No Brasil, por exemplo, temos as “trepadeiras” no cenário político, na mídia, são tantas, tantas trepadeiras... Acho que cada um, aqueles que se dizem independentes, maduros, tinha que tirar um dia para podar seus galhos evitando um futuro congestionamento arbóreo.

quinta-feira, outubro 26, 2006

Pensamentos Banais


Por não poder caminhar sozinha,

Por não poder descobrir o mundo,

Estou vagando nos pensamentos

Estou vagando nos sentimentos.


Cama sem colchão, cadeira sem perna,

Consolo matutino, menino sem juízo.

Brilho fosco, leite desnatado,

Amiga ausente, amor desnaturado.


Sou família, sou amor.

Sou menina sem pudor.

Amiga, companheira...

Uma amizade verdadeira.


Por que duvido? Por que duvido?

Olhos não mentem, olhos sentem...

Mistura completa, censura indiscreta;

Sorriso singelo, amor sem apelo.


Uma paixão ou será ilusão?

Não importa o hipotético

Não importa o futuro

Afinal, você é meu rumo!

Nathaly Pitágoras

26/10/2006

sexta-feira, outubro 20, 2006

Estou Aqui



Vida, por que me chamas?

Estou aqui! Dormindo no seu colo,

Bebendo do teu sangue,

Ouvindo o seu gemido.


Ponho meus óculos,

Capecete e meu colete.

Quero te ver por completa,

Com suas ondas e trovões,

Montanhas e depressões.


Permaneço com uma borracha,

Uma caneta decorada e a alma “lavada”.

Acabei de construir uma trilha

E convidarei quem humilha

Para pisar nessa despedida.


O amor, o pudor, o valor:

“Debates” emocionantes, identidades relevantes.

Querer, fazer e viver,

Lições importantes

Para grandes AMANTES.


Nathaly Pitágoras

05/10/2006

sexta-feira, outubro 13, 2006

Em sintonia com Clarice


"Estou sentindo uma clareza tão grande
que me anula como pessoa atual e comum:
é uma lucidez vazia, como explicar?
assim como um cálculo matemático, perfeito, mas sem muita utilidade.

O mundo circundante estar tão vazio quanto eu ...
Entretanto meu vazio é completo
Sinto uma clareza de idéias, planos...
Meu Deus! Como posso controlar meu atos
diante de "ataques terroristas"?

Penso muitas vezes em me entregar...
pessoas tão erradas, cruéis, infiéis, será que devo?
Não esterei a mercê desses marinheiros;
eles estão afundando em suas mágoas, receios
quem sabe um dia eu entro nesse mar, quem sabe um dia...

Enquanto isso flutuo em meus pensamentos
navego no tempo, nos sentimentos poderosos.
Descobrir que a vida passa e eu vivo
me faz ser eu, me faz ser eu...
só que dentro do meu próprio mar, flutuando...

sexta-feira, setembro 22, 2006

Críticos do Amor e Desamor


Somos todos capazes de amar, porém incapazes de criticar o desamor. Quando um raio da solidão, da desunião, da aflição nos atinge ficamos vulneráveis a grotesca situação da vida, vulneráveis ao som musical, ao toque de uma brisa, a invasão de sentimentos indesejados ou inesperados. A presença de um inseto incomoda, um gemido, um grito, nossa perceptividade aumenta. Ficamos a mercê dos bombardeios, de aviões bélicos, início de uma guerra sem fim. Uma ditadura amorosa, palavras censuradas, limitação de ações, um mundo peculiar e significativo. Uma única luz nos alcança, um reflexo: traçado com seus paralelismos, ângulos agudos, repentinos trovões desgovernados. É assim quando amamos ou deixamos de amar, passamos a ser observadores, sem opiniões ou análises aprimoradas da real situação, ficamos vulneráveis!

Nathaly Pitágoras

22/09/2006

quarta-feira, setembro 06, 2006

Último Sopro


Talvez seja o relato da morte

A dor comovente, um amigo ausente.

O desastre, impacto profundo;

Nossos olhos fundos, lapidados, angustiados.


Os corações aceleram, olhares vibrantes...

Dor, dor, o último sopro...

O ar deve faltar, uma escuridão...

Estamos sem pés, estamos sem pés.


Como viver intensamente a vida?

Viver... Devemos viver!

Sem escolher, sem deixar de dizer...

Palavras, gestos, afeto.


Que se dane o mundo! Não sou cristal,

Não sou anormal... Sou o sopro constante

Pulsação sem limite, amor sem limite...

A luz alcançara todos...Os que deram o último sopro.


Nathaly Pitágoras

06/09/2006

20:25 hs

sábado, agosto 26, 2006

Reticências...

Reticências

A vida é assim: procuramos reticências em tudo.

Esses pontinhos essenciais, anormais.

Às vezes a situação exige, falta de imaginação,

Talvez falta de opinião, será?

... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ...

Vai-e-vem as encontram...

Elas são demais, um toque a mais...

Completam o sentindo, às vezes mentindo,

Às vezes fugindo, omitindo...

... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ...

Enfim, algo fica no ar...

Não precisa se preocupar é melhor relaxar...

Confio nas reticências, elas têm essência.

Talvez um tipo de “ciência”.

... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ...

Teteu me falou, ele as aceitou!

São três pontinhos, fica mais bonitinho.

Nathaly acabou aceitando, gostando.

Reticência virou ciência... ... ...

... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ...

Nathaly Pitágoras

26/08/2006

12:21h

quarta-feira, julho 26, 2006

Desprovido de Razão


Desprovido de Razão

Desprovido de razão, ando na invasão.
Sem competência, uso a prudência.
Não sei se decido, não sei se duvido,
Talvez aconteça sem dor de cabeça.

Amanheço, adormeço, não sei o começo.
Crianças gritam e adultos gemem.
O mundo vegeta nos pensamentos
Aborrece os tais fundamentos.

Descobrir, almejar, alcançar,
Talvez possa talvez alcance.
Desprovido de razão, sou emoção.
Abstraio as decepções, machuco o coração.

Enfim, vivo irracionalmente.
Decifro o complexo, o sem nexo.
Traduzo o amor, sinto o que virá.
Porém não sei aonde chegar, o que ofuscar.

Nathaly Pitágoras
18/05/2006
00:03 h

quinta-feira, julho 20, 2006

Órbita Sentimental


Ser sentimental, dor brutal.

Sou capaz de amar, de lutar, de ganhar.

Vivo desejando o outro, o coração chora,

O meu “eu” é seu, o meu “eu” não morreu.

Dou giros orbitais, consolo meu ideais:

No abismo sentimental, procuro o ser ideal.

Galáxias, constelações, meu coração...

Quando a “cadente” vai cair? Meu sonho... Meu sonho...

As “janelas” estão abertas... As “cortinas” também,

Sensato seria limpá-las, trocá-las talvez,

Mas vou deixar lucidez.......não sou assim...

Prefiro não pensar, prefiro não pensar....

Nathaly Pitágoras

09/07/2006

16:30h