
Somos todos capazes de amar, porém incapazes de criticar o desamor. Quando um raio da solidão, da desunião, da aflição nos atinge ficamos vulneráveis a grotesca situação da vida, vulneráveis ao som musical, ao toque de uma brisa, a invasão de sentimentos indesejados ou inesperados. A presença de um inseto incomoda, um gemido, um grito, nossa perceptividade aumenta. Ficamos a mercê dos bombardeios, de aviões bélicos, início de uma guerra sem fim. Uma ditadura amorosa, palavras censuradas, limitação de ações, um mundo peculiar e significativo. Uma única luz nos alcança, um reflexo: traçado com seus paralelismos, ângulos agudos, repentinos trovões desgovernados. É assim quando amamos ou deixamos de amar, passamos a ser observadores, sem opiniões ou análises aprimoradas da real situação, ficamos vulneráveis!
Nathaly Pitágoras
22/09/2006
