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sexta-feira, setembro 22, 2006

Críticos do Amor e Desamor


Somos todos capazes de amar, porém incapazes de criticar o desamor. Quando um raio da solidão, da desunião, da aflição nos atinge ficamos vulneráveis a grotesca situação da vida, vulneráveis ao som musical, ao toque de uma brisa, a invasão de sentimentos indesejados ou inesperados. A presença de um inseto incomoda, um gemido, um grito, nossa perceptividade aumenta. Ficamos a mercê dos bombardeios, de aviões bélicos, início de uma guerra sem fim. Uma ditadura amorosa, palavras censuradas, limitação de ações, um mundo peculiar e significativo. Uma única luz nos alcança, um reflexo: traçado com seus paralelismos, ângulos agudos, repentinos trovões desgovernados. É assim quando amamos ou deixamos de amar, passamos a ser observadores, sem opiniões ou análises aprimoradas da real situação, ficamos vulneráveis!

Nathaly Pitágoras

22/09/2006

quarta-feira, setembro 06, 2006

Último Sopro


Talvez seja o relato da morte

A dor comovente, um amigo ausente.

O desastre, impacto profundo;

Nossos olhos fundos, lapidados, angustiados.


Os corações aceleram, olhares vibrantes...

Dor, dor, o último sopro...

O ar deve faltar, uma escuridão...

Estamos sem pés, estamos sem pés.


Como viver intensamente a vida?

Viver... Devemos viver!

Sem escolher, sem deixar de dizer...

Palavras, gestos, afeto.


Que se dane o mundo! Não sou cristal,

Não sou anormal... Sou o sopro constante

Pulsação sem limite, amor sem limite...

A luz alcançara todos...Os que deram o último sopro.


Nathaly Pitágoras

06/09/2006

20:25 hs